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PROJETO DE INVESTIGAÇÃO

OS FILHOS DE Deus e os filhos dos homens

 

Capítulo I

INTRODUÇÃO

Antecedentes

Durante mais de dois mil anos, várias explicações foram apresentadas no intuito
de decifrar especialmente a identidade dos
בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙   portanto, o sentido do texto bíblico de Gênesis 6:2 como um todo. Entretanto, apesar das inúmeras incursões feitas nesse sentido, os estudiosos ainda não conseguiram chegar, até o presente momento, a um consenso sobre o exato significado desse texto e de suas personagens. Seja como for, no presente artigo, longe de pretendermos dar o veredicto final sobre o assunto, almejamos apenas fornecer a nossa parcela de contribuição aos estudos referentes a esse tema bíblico. Como foi referenciado, o estudo em questão basear-se-á no texto de Gênesis 6:2 onde começará a nossa análise e tendo como ponto de partida, as principais interpretações dadas a esse texto ao longo dos tempos.

Gênesis 6:2 tem sido considerado como uma das passagens obscuras de toda a Bíblia. Dificuldades surgem em cada aspecto do texto e este verso têm provocado muita controvérsia quanto à sua compreensão e ao significado de seu tema. Uma dessas questões controversas diz respeito à identidade dos בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙, mencionado em Gênesis 6:2[1].

Ao fazer a leitura da literatura da presente pesquisa, percebe-se que os comentaristas bíblicos, dividem-se em dois grupos: primeiro: Aqueles que defendem que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2, são anjos, temos: Dwight L. Moody[2] comentarista bíblico da igreja evangélica, comentando sobre a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙, diz que o texto refere-se alguns homens do grupo celeste (anjos ou mensageiros) realmente tomaram por esposas as mulheres terrestres.

Na mesma linhagem de pensamento, Normal Champlin PhD em línguas clássicas e pastor da igreja Batista e comentarista bíblico[3], diz que, a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים em Gênesis 6:2 refere-se a anjos.

O comentarista bíblico Beacon por sua vez no seu comentário, diz que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2 é uma referência a seres celestiais. o comentário bíblico de Broadman diz que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים em Gênesis6:2 diz respeito a anjos, entre os outros comentaristas que defendem a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2 como referência a anjos  temos: Clyde T. Francisco e Lucas Banzoli.  

O Segundo grupo é constituído por aqueles que defendem que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis 6:2, alude a descendentes de Sete. Destes temos: o comentário bíblico Adventista do Sétimo dia, traduzido do Espanhol para o português que diz a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2, não foram outros a não ser os descendentes de Sete.

 Gleason L. Archer Ph.D. e ex-professor de Antigo Testamento, e estudos semíticos da igreja presbiteriana, falando sobre a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2 no seu livro enciclopédia de dificuldades bíblicas, ele diz que a expressão refere-se a descendentes da linhagem piedosa de Sete[4], Reinaldo W. Siqueira, Ph.D. e Professor de Antigo Testamento do curso de Teologia do Unasp Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho diz que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2  refere-se a descendência de sete.

Por sua vez, Flávio Josefo escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C. comentando sobre a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2 diz que constituíam a descendência de Sete.[5] Dentre outros que a apoiam esta ideia, temos: LIVINGSTON, Pr. Christopher Byron Harbin e a escritora Americana Ellen G. White.  

Declaração do problema

            A luz da interpretação a respeito da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ comentaristas, teólogos, pastores, professores de teologia e historiadores, divergem em seus comentários, segundo alguns interpretes, a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים refere-se aos anjos e outros defendem como descendentes de Sete. E nessa discussão tem havido divergências de compreensão. Tendo em conta as duas posições de interpretação do texto de Génesis 6:2, A presente pesquisa irá responder a seguinte pergunta de investigação: Qual é o significado da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis 6:2?

                                                         Proposito de estudo

            O propósito do presente trabalho, é de chegar a uma interpretação correta do significado da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Génesis 6:2, fazendo o uso do método Histórico gramatical. Se investigará duas expressões: (1) בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em gênesis 6:2 referindo-se como anjos, (2) - בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em gênesis 6:2 como descendentes de Sete.

Objectivo

O objectivo da presente investigação é contribuir com uma resposta ao debate em torno do verdadeiro significado da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙. Qual das duas posições tem mais fundamentação ou apego ao texto bíblico.

Justificação do estudo

É justificável esta investigação porque apresenta problema e tenta dar soluções considerando qual das duas interpretações quanto a expressão “בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙” com o apego a bíblia. Também porque pretende contribuir com uma resposta ao debate em torno do verdadeiro significado da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙.

Importância

A importância da presente pesquisa, é de ajudar a esclarecer o assunto de maneira clara e simples para os leitores da bíblia e não só.

Delimitação

Na bíblia, encontramos alguns textos que falam sobre os בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים, mas o presente trabalho vai delimitar-se apenas ao estudo semântico da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים em génesis 6:2. 

 Viabilidade da investigação

Esta investigação é viável porque esteve baixo a direção do investigador apoiado pela Faculdade Adventista de Teologia em Angola, que permitiu a investigação deste tema, que visa buscar opiniões inerente no presente tema que se realizará no ano 2020, entre três a doze meses.  

Limitação

As limitações são várias das quais enumera-se: a quantidade reduzida de livros, maior parte dos artigos estão em inglês e a falta de internet faz com que seja difícil traduzir os mesmos artigos, a falha de energia.

Marco filosófico

A base desta investigação parte da Bíblia, a qual é inspirada por Deus. Cabe fazer menção de que a investigação gira em torno da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים e seu significado em Gênesis 6:2. Assim como os escritos de Elena G. White[6] como apoio de consulta.

 

Marco metodológico

A presente pesquisa é de natureza semântica, vai cingir-se na análise literária e gramatical dos בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים em Gênesis 6:2. Nesta pesquisa, usar-se-á o método semântico com pressupostos do método histórico gramatical, a fim de fazer uma análise. Com fim a conhecer o verdadeiro significado da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים. Depois do capítulo Introdutório, o capítulo II, fará uma revisão de literaturas para verificar as diferentes interpretações no que tange a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים. O capítulo III fará uma apresentação do Marco metodológico. O capítulo IV fará uma exegese do texto, com o fim de conseguir extrair do texto hebraico o verdadeiro significado da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים. Ao concluir, o capítulo V será sumário, conclusão e recomendações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capitulo II

Revisão de literatura

Depois da abordagem do capítulo anterior, sobre a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis 6:2. Este capítulo vai limitar-se unicamente em examinar argumentos relacionados ao texto de Gênesis 6:2, que é usado como base nas diferentes interpretações feita  por alguns comentaristas bíblicos, teólogos, e outros expositores. No presente capítulo o pesquisador apresentará os diferentes pontos de vistas de forma agrupada, onde serão apresentados os dois grupos de expositores com diferentes interpretações.

בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים como uma alusão a anjos

A passagem em análise é compreendida de forma divergente, na qual alguns sustentam que a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים   em Génesis 6:2 é uma alusão a anjos que tiveram relações com as filhas da humanidade, já outros compreendem que a expressão, alude a descendência de Sete.

O livro de Enoque, é categórico em diz que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Génesis 6:2 é uma alusão a anjos, quando os anjos, os filhos dos céus, viram-nas, enamoraram-se delas, dizendo uns para os outros: Vinde, selecionemos para nós mesmos esposas da progênie dos homens, e geremos filhos.[7]

O comentarista bíblico Moody argumentando sobre a expressão  בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis 6:2 diz que o casamento dosבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים   em Génesis 6:2 alude aqueles membros da sociedade celeste que escolheram mulheres de escol na terra e estabeleceram com elas, literal e verdadeiramente, relacionamento conjugal. Esta pode ser a única interpretação de Jó 1:6. Ali, os בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים   em Génesis 6:2 eram declaradamente membros da corte de Deus. S.R. Driver sustenta que este é o único sentido legítimo e correto que pode ser aceito. A resposta que Jesus deu aos saduceus, em Mt. 22:30, parece tornar insustentável este ponto de vista. Ele disse que os anjos "nem casam nem são dão em casamento". A declaração em Gn. 6:2 torna claro que está se falando de casamento permanente. Mulheres eram escolhidas e forçadas a se tornarem participantes do relacionamento anormal.[8]

Champlin, falando sobre a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis 6:2 diz que era fácil alguém conseguir mulher, pois então a poligamia se tinha generalizado. As mulheres estavam dispostas e os homens estavam ansiosos[9].

Livingston   diz que aqui, em Gênesis 6:2, a alusão as filhas dos homens é uma designação usada para referir-se às mulheres em geral, e não uma forma de descrever uma parte específica da população, tais como as "mulheres ímpias descendentes de Caim"[10].

Beacon, diz que na verdade, não se pode discutir que o conceito de uma relação filial entre Deus e seus adoradores seja estranho ao Antigo Testamento. Esta questão não se apoia em uma frase precisa; apoia-se em um conceito. Em referência ao verdadeiro Deus, há uma declaração em Deuteronômio 32.5, que diz: “Seus filhos eles não são, e a sua mancha é deles” Também em referência a Deus, o salmista (SI 73.15) disse: “Também falarei assim; eis que ofenderia a geração de teus filhos” (hb, banayka, “teus filhos”). E certo que nestes contextos “seus filhos” e “teus filhos” são equivalentes a filhos de Deus[11].   

Broadman diz que a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Génesis 6:2 faz alusão a anjos, e deste relacionamento surgiram filhos gigantes. [12] O novo comentário bíblico[13], diz que: a expressão " בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים em Génesis 6:2"  se refere a seres angélicos, bons ou maus (Jó 1.6; Dn 3.25).

Lucas Banzoli no seu artigo sobre exegeses de textos difíceis ele diz que a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים   em génesis 6:2simplesmente não existe no Antigo Testamento aplicado para seres humanos. A única vez em que o termo aparece no Antigo Testamento fora de Gênesis 6:2 é no livro de Jó, onde os intérpretes concordam unanimemente que se trata de anjos (Jó 1:6) [14]. O autor conclui com o seu pensamento dizendo que o que o Novo Testamento fez, principalmente através da pessoa de Jesus, e mais adiante pelos seus discípulos, foi ampliar o sentido de “בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  ”, para significar não mais apenas os anjos, mas também aqueles que seguem a Jesus com inteireza de coração. Mas este é um conceito ampliado do Novo Testamento que de forma alguma deve ser imposto sobre o Antigo.

Quando Moisés falava sobre  a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em génesis 6:2  ele (Moisés) não tinha em mente seres humanos terrenos, mas seres espirituais, angelicais. é necessário observar que este foi o ponto culminante para Deus enviar o dilúvio logo em seguida (v.7). Logo após o relato de Gênesis 6:1-4, é dito que “o Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal” Gn.6:5). E quando o dilúvio finalmente veio, é nos dito que apenas Noé e sua família restavam de justos sobre a face da terra. Então o cenário bíblico é totalmente oposto à a interpretação de que infere que “בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים   em génesis 6:2” são a descendência justa de Sete, e que “filhas dos homens” são a descendência ímpia de Caim. Ao contrário: ambas as descendências, tanto de Sete como de Caim, já haviam mergulhado na iniquidade por fim o autor diz que nenhum lugar onde a descendência de Sete tenha sido proibida de se juntar com a de Caim.

John F. MacArthur[15] acredita que a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים   em génesis 6:2,  faz alusão a anjos. Defendendo a sua tese, ele diz que viram e tomaram esposas da raça humana. Isso gerou uma união sobrenatural que violava a ordem dada por Deus a respeito do casamento e da procriação (Gn. 2.24) a passagem coloca forte ênfase no contraste entre angélico versus humano. O NT coloca esse relato na sequência com outros acontecimentos de Gênesis e identifica-o como envolvendo anjos caídos que habitavam em seres humanos (2 Pe. 2.4; Jd. 6). A passagem de Mateus não nega, necessariamente, a possibilidade de os anjos serem capazes de procriar, mas diz apenas que eles não se casam. Para procriarem fisicamente eles teriam que possuir um corpo humano masculino".

Considere o seguinte, se estes “filhos do verdadeiro Deus” eram apenas homens, surge a pergunta: Por que eram seus descendentes “homens de fama” mais do que aqueles dos iníquos, ou do fiel Noé? Também se poderia fazer a pergunta: Por que mencionar seu casamento com as filhas dos homens como algo especial? Casamentos e ter filhos já ocorriam por mais de 1.500 anos. Portanto, a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2, alude a anjos, espirituais “filhos de Deus”. Esta expressão é aplicada aos anjos em Jó 1:6; 38:7. Este conceito é apoiado por Pedro, que fala dos “espíritos em prisão, os quais outrora tinham sido desobedientes, quando a paciência de Deus esperava nos dias de Noé”. (1Pe 3:19, 20) Judas também escreve sobre “os anjos que não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua própria moradia correta”.

(Ju 6) Os anjos tinham o poder de se materializar em forma humana, e alguns anjos fizeram isso para trazer mensagens de Deus. (Gên 18:1, 2, 8, 20-22; 19:1-11; Jos 5:13-15) Mas o céu é a moradia correta das pessoas espirituais, e os anjos ali têm posições de serviço sob Jeová. Ocasionalmente, anjos definitivamente materializaram corpos humanos, até mesmo comendo e bebendo com homens. (Gên 18:1-22; 19:1-3) a declaração de Jesus, quanto a homens e mulheres ressuscitados não se casarem, nem serem dados em casamento, mas serem como os “anjos no céu”, mostra que não existe casamento entre tais criaturas celestiais e indica também não haver entre elas a distinção de sexo. (Mt 22:30) Mas isto não quer dizer que essas criaturas angélicas não podiam materializar formas humanas e entrar em relações conjugais com mulheres humanas.

Deve-se notar que a referência de Judas a anjos não conservarem sua posição original e a abandonarem sua “própria moradia correta” (referindo-se aqui certamente a abandonarem o domínio espiritual) é logo seguida pela declaração: “Assim também Sodoma e Gomorra, e a cidades em volta delas, as quais, da mesma maneira como os precedentes, tendo cometido imoralidade sexual de modo excessivo e tendo ido após a carne para uso desnatural, são postas diante de nós como exemplo de aviso.” (Ju 6, 7) De modo que o peso conjunto da evidência bíblica indica um desvio de anjos, a realização de atos contrários à sua natureza espiritual, ocorrendo nos dias de Noé. Portanto, não parece haver razão válida para se duvidar que a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2 seja uma alusão a filhos angélicos.[16]

A bíblia de estudo do expositor, falando sobre a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2 diz que referem aos anjos caídos, que tinham se colocado a favor de Lúcifer que encabeçou uma revolução contra Deus durante um período prévio na eternidade passada; para poder corromper a linhagem humana por meio da qual o Messias viria em última instância; tentaram corromper essa linhagem por meio de casar-se com as filhas dos homens, o que produziria uma raça bastarda, por assim dizê-lo, da qual pelo menos alguns desta prole resultaram em ser gigantes; de qualquer forma, todos os que resultaram desta união, foram contaminados; o termo filhos de Deus, no AT, no mínimo como se utiliza aqui, não se usa nunca ao referir-se aos seres humanos, para sempre para referir-se aos anjos, quer seja justo ou caídos (Jó 1:6; 2:1) em sua curta epistola, Judas menciona a estes anjos. Ele diz que não guardaram sua dignidade, mas deixaram sua habitação; então ele diz qual foi o seu pecado da sequinte forma: tinha seguido a carne estranha. Referente a isto, Judas também disse que Deus reservou (a eles) encandeando-os em escuridão, nas prisões eternas até o julgamento do grande dia. Judas 6-7).[17]

Saulo Nogueira segue a mesma linha de pensanto de que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  [18] faz allusão a anjos e assim como Deus não poupou nem os anjos, ele não poupará os falsos mestre e falsos doutores. E ele quanto ao texto de Judas faz a citação dos anjos, porém se cala em relação ao dilúvio, citando, assim como Pedro a destruição de Sodoma e Gomorra. Tentar, fazer um paralelo entre esses textos e Gênesis, é fazer uma interpretação forçada.

Nossa interpretação sobre a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2, alusão a anjos, não é a única. Os antigos comentaristas Judeus como também escritores Cristãos do passado, quase que universalmente crêem que a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2 é uma alusão a anjos caídos que coabitaram com as mulheres humanas, produzindo assim a raça de gigantes. Isto os leva a crer que este foi um motivo de Deus mandar o dilúvio.[19]

Os testemunhas de Jeová por sua vez, afirmam que esta expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2 eram na verdade anjos que se voltaram contra Deus. Eles “abandonaram sua própria morada correta” no céu, se materializaram em corpos humanos e “tomaram como esposas todas as que escolheram”. — usam Judas 6; para apoiar a  Gênesis 6:2. Como referências a anjos revoltosos contra o Senhor.[20]

בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים como uma alusão aos descendentes de Sete

Este grupo, defende que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים alude aos descendentes da família de Sete, que eram religiosos por profissão; as segundas (filhas dos homens) são da família de Caim, o apóstata. Casamentos mistos, entre pessoas de princípios e práticas opostos eram necessariamente fontes de grande corrupção. As mulheres, sendo irreligiosas, como esposas e mães exerceriam uma influência fatal à existência da religião em suas casas, e por conseguinte o povo daquela época posterior se afundou até a mais abjeta depravação.[21]

Duncan Heaster, Jesus disse que o mundo nos últimos dias seria semelhante ao que foi nos dias de Noé. Ele deu a entender que da mesma forma que os homens tiveram uma atitude errada sobre o casamento nos dias de Noé, assim que os homens nos últimos dias antes de seu retorno (Lucas 17:26, 27). A única referência a atitudes quanto ao casamento na época de Noé encontra em Gênesis 6:2, o que implica mais uma vez que os  בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים   se casam homens humanos ilegalmente[22].

Flávio Joséfo abordando sobre expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2 diz que estas gerações continuaram a viver no exercício da virtude e no culto do verdadeiro Deus, ao qual reconheciam por único Senhor do universo. Mas as que vieram em seguida não imitaram os costumes dos pais. Não prestavam mais a Deus a honra que lhe era devida nem exerciam mais a justiça para com os homens, mas se entregavam com mais ardor ainda a toda sorte de crimes, enquanto os seus antepassados se haviam dedicado à prática de toda espécie de virtudes. Assim, atraíram sobre si a cólera de Deus, e os grandes da terra, que se haviam casado com as filhas dos descendentes de Caim, produziram uma raça indolente que, pela confiança que depositavam na própria força, se vangloriava de calcar aos pés a justiça e imitava os gigantes de que falam os gregos[23].

O comentário bíblico Adventista do Sétimo dia fazendo allusão a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2  como a descendência de Sete, diz que não foram outros a não ser os descendentes de Set, e as "filhas dos homens", as descendentes dos cainitas ímpios.[24]

Em conformidade, aos comentários anteriores sobre a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2  Archer[25] diz que, se admitíssemos que os filhos espíritos conseguem, de alguma forma manter relações sexuais com seres humanos – eles não podem- nem assim deveriam enquadrar-se na passagem que estamos estudando. Caso fossem demônios, isto é, seres descaídos que seguiram a satanás, de modo algum poderiam ser chamados deבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  . Os espíritos maus destinados ao inferno jamais são assim designados (בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  ) nas escrituras. Tampouco poderiam ter sido anjos de Deus, visto que eles vivem em obediência total ao Senhor. Não tem outro objetivo ou desejo se não o de fazer a vontade de Deus e glorificar seu nome. Portanto, está fora de cogitação qualquer envolvimento sórdido de anjos, comoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  , com jovens mulheres impiedosas. Portanto, a única explicação viável sobre a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2 é a que apresentamos anteriormente.    

A Simone Quaresma falando para um grupo de mulhes sobre a expressão em estudo בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2 diz que a allusão neste texto imediatamente anterior ao dilúvio (vemos que a maldade aumentada no mundo), foi motivada pela união matrimonial dos filhos de Deus com as filhas dos homens. Os descendentes de Sete se envolveram com mulheres cananitas e o resultado foi avassalador[26]. E o pastor Christopher Byron Harbin na sua apostila sobre Homilética Teológica das Narrativas, falando sobre a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2 ele diz que há certos princípios teológicos da narrativa que devem receber destaque em termos da unidade narrativa como um todo. Deus aparece aqui em soberania, agindo para delimitar a longevidade humana, sendo o mundo repleto de seres humanos no espaço de tempo demarcado desde a criação até a época do dilúvio. Ao mesmo tempo, a narrativa apresenta a complicação do pecado humano no quadro. O ser humano tem se multiplicado sobre a face da terra, mas ainda não aprendeu a confiar em Deus.[27]

Reinaldo Sequeira, phD no AT, no seu artigo sobre a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2  diz que um indício final veio do modo como Deus foi introduzido na genealogia de Adão no capítulo 5 de Gênesis. Ele foi apresentado ali como um membro regular dessa genealogia, de fato, como o primeiro membro da mesma. Portanto, não seria nada estranho apresentar os descendentes de Sete como "filhos de Deus".[28]

O dicionário encontrado no bible work 7 é categórico em dizer que a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2  é aplicado no plural para a descendência de Sete sendo ele religioso (que vêem) os descendentes não são anjos que "nem se casam nem são determinado em matrimônio[29]

Donn W. Leatherman, no seu artigo, diz que Dt 14:1; Is 43:6; Ml 2:10 fazem menção a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2  como os justos. Segundo esse ponto de vista, os setitas abandonaram seus principios espirituais, uniram-se por casamento misto com as cainitas e tiveram descendentes que se tornaram homens de renome.[30]

Raoul Dederem no seu artigo no tratado de teologia Adventista do Sétimo dia, falando sobre a questão em estudo da expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2, diz que esta expressão é uma alusão as pessoas justas.[31]  

Ellen G. White profetiza da igreja Adventista do sétimo dia, comentando sobre a expressãoבְנֵי־הָֽאֱלֹהִים  em Gênesis 6:2, ela diz que os filhos de Sete, atraídos pela beleza das filhas dos descendentes de Caim, desagradaram ao Senhor casando-se com elas. [32]

Filhos de Deus no pentateuco

Gênesis 6:2 - Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.

4 - Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.

Êxodo 4:22- Então dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito.

 

SBP Deuteronómio 14:1 "Vocês são filhos do Senhor, vosso Deus. Não façam cortes no corpo nem rapem a parte da frente da cabeça quando alguém morrer,

ARA Deuteronómio 1:31 como também no deserto, onde vistes que o SENHOR, vosso Deus, nele vos levou, como um homem leva a seu filho, por todo o caminho pelo qual andastes, até chegardes a este lugar.

 

Filhos de Deus nos livros poeticos

ARA Job 1:6 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles.

RA Job 2:1 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o SENHOR.

Salmos 2:7 - Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.

 

Filhos de Deus nos livros dos profetas maiores e menores

Oséias 1:10 - Todavia o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não pode medir-se nem contar-se; e acontecerá que no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo.

ARA Isaiah 63:16 Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade.

ARA Isaias 64:9 Não te enfureças tanto, ó SENHOR, nem perpetuamente te lembres da nossa iniqüidade; olha, pois, nós te pedimos: todos nós somos o teu povo.

SBP Jeremias 31:9 O meu povo chegará aqui a chorar, mas eu hei-de conduzi-lo e dar-lhe conforto. Hei-de guiá-los em direcção a correntes de água, por caminhos planos, que os não fazem tropeçar. Sou como um pai para com Israel, e Efraim é o meu filho mais velho.

ACF Isaias 1:2 Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o SENHOR tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim.

ARA Isaiah 30:1 Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem a minha aprovação, para acrescentarem pecado sobre pecado!

Isaías 1:2- Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o SENHOR tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim.

Isaías 30:1- AI dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que tomam conselho, mas não de mim; e que se cobrem, com uma cobertura, mas não do meu espírito, para acrescentarem pecado sobre pecado;

 

 

Filhos de Deus nos evangelhos

SBP Mateus 5:9 Felizes os que promovem a paz, porque Deus lhes chamará seus filhos!

RA Lucas 20:36 Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.

Lucas 1:35 - E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

Mateus 3:17- E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

Mateus 17:5- E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.

Marcos 1:11- E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo.

Marcos 9:7- E desceu uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu filho amado; a ele ouvi.

Lucas 3:22 - E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.

Lucas 9:35- E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho; a ele ouvi.

Mateus 16:16- E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

Mateus 14:33 - Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus.

Mateus 4:3- E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.

Mateus 4:6- E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra.

Lucas 4:3 - E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.

Lucas 4:9- Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;

Marcos 3:11- E os espíritos imundos vendo-o, prostravam-se diante dele, e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus.

Marcos 5:7- E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes.

Lucas 4:41- E também de muitos saíam demônios, clamando e dizendo: Tu és o Cristo, o Filho de Deus. E ele, repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o Cristo.

Lucas 8:28- E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando, e dizendo com grande voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes.

Mateus 27:43- Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus.

Marcos 15:39- E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.

 

Filhos de Deus nas cartas Paulinas

Atos 13:33- Como também está escrito no salmo segundo: Meu filho és tu, hoje te gerei.

Hebreus 1:5- Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai,  E ele me será por Filho?

Hebreus 5:5- Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, Hoje te gerei.

Romanos 8:3- Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;

Romanos 8:32- Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

Hebreus 4:14- Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.

 

 

Filhos de Deus nas cartas Joaninas

I João 3:8- Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.

I João 4:9- Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.

I João 4:15- Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.

I João 5:5- Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?

I João 5:10 - Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.

I João 5:11 - E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.

I João 5:12- Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.

 

 

 

 

 

Resumo

Neste capitulo, apresentou-se os dois grandes grupos: aqueles que  defendem que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2 é uma refencia a anjos que transformaram-se em homens e casaram as filhas da humanidade e em segundo lugar, aqueles que defendem a mesma expressão a seres humanos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPITULO III

Marco Metodológico

Esta secção do trabalho apresenta e explica a metodologia utilizada para levar a cabo a investigação. Neste caso, apresentamos uma explicação completa dos passos da exegese e seu papel como método de investigação.

 Definição de exegese

 A palavra exegese do grego ek-egéomai (Extrair do texto) é a prática da hermenêutica sagrada que procura a verdadeira interpretação dos textos que formam, neste caso, o Antigo e o Novo Testamento. A exegese sagrada se basea dos idiomas originais: Hebreu, arameu e grego; da comparação de vários textos bíblicos e das técnicas aplicadas na linguística e na filologia.[33]

 Passos no processo exegético

 Existem diferentes tipos de esquemas exegéticos. Para este trabalho é apresentado um esquema que descreve o texto no contexto canónico. Esta ferramenta aceita sem reserva a autoridade e a unicidade da Bíblia e busca determinar o sentido da passajem bíblico, tanto para a audiência original como para o actual. De acordo com o Theological Research Manual de Vyhmeister, o esquema responde a sete perguntas explicadas abaixo.[34]

Pergunta 1: Qual é o contexto canónico?

Esta questão nos convida a ler a passagem de Gênesis 6:2, dentro de seu contexto. Ele determina o que é parte e como funciona dentro desse contexto maior. Eles buscam seus limites naturais e sua relação literária com o que precede e o que segue. Sua função é determinada no livro ao qual pertence. Depois de estudar a passagem e seu contexto, é aconselhável observar como os outros entenderam a organização do capítulo e o livro do qual faz parte.

Pergunta 2: Qual é o texto original?

Depois de demarcar o contexto canónico, o começo da passagem e seu fim, o texto é estabelecido. Isso significa determinar com precisão qual era o texto original. Para identificar a forma mais antiga de um texto, a Bíblia deve ser usada nos idiomas originais, a saber, hebraico e grego.

Pergunta 3: O que o texto diz?

Nesta parte corresponde a traduzir o texto da sua língua original. Isso requer uma tradução literal, o mais próximo possível do texto original, levando em conta o vocabulário e a gramática correspondentes a ele. É recomendado para este trabalho fazer uso de dicionários, léxicos e gramáticas de linguagens bíblicas.

Pergunta 4: O que o texto significa?

Ao fazer esta pergunta, pretendemos ir além da simples tradução da passagem bíblica em questão. Aqui é feita uma análise sintáctica das sentenças da passagem, que consiste em determinar a função e o significado das palavras que aparecem no texto. Além disso, o significado das palavras mais importantes deve ser investigado, comparando seu uso em outras passagens bíblicas e as opções oferecidas pelos dicionários teológicos.

Pergunta 5: Qual foi o contexto geográfico e histórico?

Nesta etapa do processo exegético contexto da ajuda geográfica e histórica para compreender melhor a situação da audiência original social. Pergunta: que eventos históricos estava acontecendo quando a passagem foi escrita? Quais instituições sociais ou religiosas afectam o autor e sua audiência? Como era o clima? O que foi geografia, humana e física? Todos estes elementos ajudam a entender a passagem melhor.

Pergunta 6: Seu significado para os receptores originais?

Aqui você descobre o significado religioso e teológico do texto para as pessoas que o ouviram ou leram quando foi originalmente dado. Este significado surge das respostas obtidas das cinco questões anteriores.

Pergunta 7: Sua mensagem para a igreja hoje?

Nesta última etapa da exegese, o significado teológico descoberto na resposta da questão anterior é aplicado à igreja do presente ou ao cristão individual. Esta aplicação forma a base da pregação e do ensino.

Resumo

Nesta secção é explicado o método adoptado de execução exegética deste trabalho de pesquisa, permitindo remoção do contexto da passagem e seu significado. O processo exegético é construído com base nas sérias perguntas anteriores: o que é o contexto canónico? O que é o texto original? O que o texto diz? O que significa o texto? Qual o contexto geográfico e histórico-social da passagem? Como é que este primeiro leitor ou ouvinte compreende esta passagem? Que mensagem tem esta passagem para a igreja hoje? se este procedimento for seguido, poderá ser razoavelmente seguro para obter uma interpretação correcta das escrituras.

 

 

 

 

 

 

CAPITULO IV

 

Exegese de gênesis 6:2

Texto original

`Wrx")B' rv<ïa] lKoßmi ~yviên" ‘~h,l' WxÜq.YIw: hN"hE+ tboßjo yKiî ~d"êa'h'( tAnæB.-ta, ‘~yhil{a/h'(-ynEb. WaÜr>YIw:[35]

Tradução do texto

"Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram".

Razões para escolher o texto

Genesis 6_2 "os filhos de Deus" é uma das passagens que tem sido motivo de grande discução no seio académico e isso favorece debates a respeito do significado do termo por seu conteúdo. Este assunto em estudo dá entrada para a aplicação de um estudo bíblico com ferramentas relevantes, a fim de aclariar o texto e mostrar o que isso significa uma vez que o texo em si não é de facil compreenção.

Autoria

A unidade de composição não só do livro de Gênesis, mas de todos os livros do Pentateuco, tem sido um tema polêmico entre os críticos. O caso de Gênesis tem sido particularmente investigado e, como a questão da unidade do livro está intimamente relacionada ao problema de autoria, apresentaremos a seguir duas principais linhas de pensamento sobre o assunto: 1. o ponto de vista conservativo; 2. o ponto de vista crítico.

1.      Ponto de Vista Conservativo. A teoria conservativa reivindica que o livro de Gênesis foi recebido por Moisés como revelação direta de Deus, pois Moisés evidentemente tinha contatos imediatos com Deus. Defendendo a teoria da autoria mosaica, os conservativos oferecem os seguintes argumentos: a. Considerando as evidências internas que provam que Moisés escreveu pelo menos algumas porções dos livros do Pentateuco, parece plausível assumir que ele tenha escrito a obra inteira, inclusive Gênesis. b. A matéria tratada de Êxodo a Deuteronômio exige uma subestrutura como Gênesis. Sentindo essa necessidade, Moisés talvez tenha usado o material disponível da época e feito uma compila­ção dessa matéria na forma de tradição antiga. c. Passagens como João 5.46., em que Jesus se refere aos "escritos de Moisés", podem ser interpretadas como escritos meramente atribuídos a Moisés. Por outro lado, essas passagens podem igualmente ser interpretadas como pronunciamentos da autoria mosaica desses escritos. Da Comissão Bíblica da Igreja Católica sugere que, embora Moisés seja o autor do Pentateuco, talvez ele tenha empregado pessoas para trabalhar sob sua direção como compiladores. Esta seria uma maneira de explicar as diferenças estilísticas do livro.
2. Ponto de Vista Crítico. Empregando o método de análise do texto, os críticos modernos afirmam que pelo menos três fontes distintas serviram de base para o livro de Gênesis: P, E e J. Alguns fanáticos no estudo das fontes literárias têm fragmentado essas, fontes em subfontes, contudo, como essas subdivisões não os têm conduzido a nenhuma conclusão importante, nos limitaremos ao tratamento das três fontes citadas acima, as quais foram provavelmente baseadas no tradicional. A fonte P(S), de caráter basicamente formal e estatístico, relata o tipo de material que os sacerdotes cultivavam, como, por exemplo, Levítico 1-16. Contudo, momentos de grandeza são também encontrados nesta fonte, a saber, Cantares 1. P é a fonte mais recente das três, provavelmente pertencendo ao período entre os séculos V e VI a.C.

O novo comenentário da biblia corobora com a ideia de que o livro de genesis foi escrito por Moises: Moisés não se tenha servido de fontes de qualquer espécie para a elaboração da sua obra. É até muito provável que a frase tão freqüente toledoth "estas são as gerações de", admitam a utilização de fontes históricas por parte do autor.[36]

Data e Lugar

Cada vez mais os estudiosos defendem que o conteúdo de Gênesis 1 a 11 deve ter entrado na coletânea de fatos e tradições hebraicas antes do tempo de Abraão. Atualmente, aceita-se que a orientação social, econômica e política das histórias dos patriarcas está solidamente arraigada no período de 2000 a 1500 a.C.[37] A única barreira tem a ver com a teologia. Há um reconhecimento crescente de que crenças monoteístas predominavam entre os hebreus nos dias de Moisés, mas só os estudiosos conservadores ousam asseverar que o monoteísmo era desde o início a fé dos patriarcas.

Audiência

Sem dúvida o público original do livro de Gênesis foi o povo de Israel. Provavelmente Gênesis foi escrito para encorajá-los durante o difícil período do êxodo. Os israelitas estavam deixando o seu passado no Egito e partindo para conquistar a terra prometida pelo Senhor.

Por isso o livro de Gênesis explica verdades fundamentais ao povo de Israel. Ele relata a criação de todas as coisas, o início da história da humanidade e a origem do próprio povo de Israel. O livro de Gênesis mostra como Deus escolheu os israelitas para um relacionamento exclusivo com Ele.[38]

Género Literário

Gênesis 6:2 pertence à segunda genealogia do livro de Gênesis, a genealogia de Adão (5:1-6:8). Foi observado também que essa genealogia, junto com o capítulo 4, descreve o mundo antes do dilúvio. Essas duas seções têm muitos elementos literários em comum que as interligam entre si. Essa interligação parece prover indícios importantes para a identificação dos "filhos de Deus" em Gênesis 6:1-4. Um desses elementos literários em comum é o fenômeno das várias semelhanças que ocorrem na descrição das descendências de Caim e de Adão relatadas nos capítulos 4 e 5.34 De fato, nas duas listas aparecem muitos nomes com as mesmas formas ou com significados muito próximos. O mais marcante é o fato de que ambos os relatos atingem o clímax aparentemente ao mesmo tempo de Lameque e seus filhos na linhagem Caimita (Gn 4:19-24), e tempo de Noé, filho de Lameque, da linhagem Setita (Gn 5:28-32). Isto parece indicar que ambos os relatos correm paralelo um ao outro, e o clímax é atingido no tempo junto antes do dilúvio.

Outro aspecto marcante, é que ambos os relatos se encerram com uma seção de transição. O relato Caimita é encerrado por Gênesis 4:25-26, versos que servem também para introduzir na sequência a descrição da linhagem Setita. Já o relato da linhagem Setita é encerrado por Gênesis 6:1-8, versos que também introduzem a história do dilúvio. Entre essas duas seções de transição existem muitas idéias e expressões paralelas que parecem indicar uma correspondência literária entre si. O 3º. singular perfeito pual do verbo yâlad ( yullad ) em 4:26 parece estar em paralelo com forma do 3º. plural ( yulledû ) em 6:1. Estas são as duas primeiras ocorrências do pual de yâlad em Gênesis, e a forma só será usada novamente a partir do capítulo 10 em diante. Além do pual do verbo yâlad, ocorre também a repetição do verbo châllal ("começar"). Em 4:26 é dito que o homem "começou [hûchal] a invocar o nome do Senhor"; já 6:1 diz "quando o homem começou [hêchêl] a se multiplicar". A repetição dos verbos yâlad e châlal em 4:26 e 6:1 aponta para existência de um paralelismo entre ambos relatos. Além desses termos, a expressão "tomar mulheres" em 6:2 reflete o uso da mesma expressão em 4:19, onde é dito que Lameque tomou para si duas mulheres. O paralelismo entre os dois relatos é também sugerido pelo uso de outras expressões semelhantes como "foi o pai de", ou "tornou-se o pai de", "nasceu", "filho", "filha", etc.

Esse paralelismo literário parece indicar que ambos os relatos correm paralelo um ao outro, até atingirem o clímax, a situação do mundo justo antes do dilúvio. Dentro desse paralelismo, portanto, Gênesis 6:1-4 descreveria o momento quando os "filhos de Deus", homens da linhagem Setita, passaram a ter o mesmo tipo de atitude que Lameque, o descendente de Caim, descrita em Gênesis 4:19-24. Estaria então Gênesis 6:1-4 descrevendo a fusão das duas linhagens que tinham sido descritas até então? Este parece ser o caso. Gênesis 6:1-4 usa diretamente o vocabulário e os temas que foram construídos nos capítulos precedentes e assim lemos acerca de "filhos", "filhas", homem", "terra", os verbos "começar", "nascer", "tomar mulher", etc.[39]

Contexto Histórico

Não são descritas na Gênese as grandes civilizações que tinham surto em
Egito como também na Mesopotamia, mas sua existência se adverte claramente
nas experiências dos patriarcas. O povo de Deus não vivia no magnífico isolamento de um vazio político ou social. Era parte de uma sociedade de nações, e sua civilização e cultura não diferiam marcadamente das dos povos que o rodeavam, salvo no que sua religião criasse uma diferença. Por quanto era o remanescente mais importante dos verdadeiros adoradores de Jehová, portanto formava o centro do mundo do autor inspirado. Esta observação
óbvia leva naturalmente à pergunta[40]: Qual foi o propósito
principal de Moisés ao escrever o livro?

Contexto Cultural

O livro de Gênese foi escrito ao redor de 1.500 anos a.C, enquanto os hebreus estavam ainda em escravidão no Egito. Contém um esboço da história deste mundo que abrange muitos séculos. Segundo o comentário biblíco Adventista, diz que os primeiros capítulos de Gênese não podem ser colocados em um marco histórico, e isso é óbvio segundo a concepção corrente  do que é história. Não temos história do mundo ante diluviano, salvo a que foi escrita pelo Moisés. Não temos registros arqueológicos, a não ser só o testemunho mudo e frequentemente escuro dos fósseis.[41]

Análise morfológica da expressão: ‘~yhil{a/h'(-ynEb

   w: Particula ou conjução. Tradução: e, então, quando[42]                                                  

 WaÜr>YI verbo qal waw consecutivo imperfeito 3pessoa masculino plural. Tradução:viram  

 

-ynEb Substantivo masculine pluralconstruto[43] Tradução (filhos de),

‘~yhil{a/h'( Substantivo masculino plural (Deus ou deuses)[44]

-ta, artigo direito objeto direto;

tAnæB. Substantivo plural feminino comum. Tradução: filhas

h; artigo. Tradução: o/a

~d'a' substantivo comum masculino singular absoluto, tradução: Adão, Pessoa ou humanidade.

yKi conjunção, tradução: porque, para, isso, quando.

Tboßjo adjetivo feminino plural absoluto, tradução- uma coisa boa, agradavel, boas,

hN"hE+ pronome independente 3 pessoa do plural feminino. Tradução: elas, delas

w>  conjunção, tradução: para.

WxÜq.YI verbo qal imperfeito terceira pessoa masculino plural , tradução: seres levados, tornaram.

l' preposição 3ª pessoa plural masculino, tradução: para, as.

‘~h, sufixo 3ª pessoa plural masculino tradução: eles 

~yviên" substantivo comum feminino plural absoluto, tradução: Mulheres

!mi preposição, tradução: fora, de, toda

lKo substantive comum masculine singular absolute, tradução: tudo

rv<ïa] particula, tradução: quem.

Wrx")B' verbo qal perfeito 3 persoa comum plural, tradução: escolheram. 

 

O texto bíblico parece dar uma indicação quanto à identificação dos "filhos de Deus" em Gênesis 4:26 e 5:1-3. Primeiramente, Gênesis 4:26 descreve o início do relacionamento entre um grupo religioso organizado, os descendentes de Sete, e Deus. Tem sido observado, pelos defensores da Interpretação Setita, que dentro do contexto de uma relação religiosa e de fidelidade a Deus seres humanos têm sido chamados de "filho de Deus" na Bíblia[45]. Além disto, Gênesis 5:1-3 tem algumas características peculiares. Na apresentação da genealogia de Adão, vs. 1 retorna à criação e apresenta Deus como o primeiro membro nessa genealogia. Ele criou o ser humano segundo a Sua imagem ( demût ). Do mesmo modo, Adão gerou seu filho Sete segundo a sua imagem e semelhança ( demût e tselem ). Deus é aqui claramente colocado como o primeiro membro da linhagem Setita e Sua ação de criar o homem é posta em paralelo, pelo uso do mesmo tipo de palavras, com a ação de Adão de gerar um filho. A ação de Deus e a de Adão são colocadas no mesmo nível no relato genealógico. Deus é verdadeiramente o pai do ser humano (Adão e Eva), quanto Adão era o pai de Sete. Com uma identificação tão clara no início do capítulo 5 não é surpreendente encontrar uma referência aos descendentes de Sete como os "filhos de Deus" em Gênesis 6:1-4.

A Septuaginta traduz a expressão hebraica benêy hâ’elôhîm, em Gn 6:2 e 4, como hoi huiói tou theoú e não como hoi ángeloi tou theoú, como ela o faz em Jó 1:6 e 2:1, por exemplo. Em Jó, a Septuaginta claramente entendeu os "filhos de Deus" como sendo anjos, mas este não é o caso em Gn 6. O Códex Alexandrinus tem hoi ángeloi tou theoú em Gn 6:2, no entanto, esta frase parece ter sido escrita sobre a frase original hoi huiói tou theoú, a qual teria sido apagada nesse verso, mas foi mantida no vs. 4 desse códex.[46]

Estrutura Literária do Livro

Maior parte dos comentaristas biblícos, dividem o livro de genesis em duas partes como o faz Champlin no seu comentário:

a.       História primordial. Capítulos 1 a 11: tratam de assuntos de natureza universal, tais como a origem da terra e a origem da raça humana.

b.       História Patriarcal. Capítulos 12 a 50. Estes capítulos relatam a história dos antepassados de Israel. Cerca de dez histórias são apresentadas no livro (2.4;  .1; 6.9; 10.1; 11.10,27; 25.12,19; 36.1; 37.1), dentre as quais algumas se ocupam de personagens importantes, a saber, Tera, Isaque, Jacó e José.

Algumas histórias tratam de importantes categorias, tais como terra e céu, ou os filhos de Adão e os filhos de Noé; outras tratam de personagens como Ismael e Esaú. Apesar de não oferecer um tratamento profundo sobre dificuldades sugeridas pelo texto, este esboço é eficaz, pois enfatiza a direção de Deus na história da humanidade e mostra como Ele usou diversas pessoas para cumprir Seus propósitos finais.Champlin divide o livro em quatro assuntos principais:
a. Livro do Princípio (1-11)
b. Livro da Fé (12-25)
c. Livro da Luta (26-35)
d. Livro da Direção (36-50)
3. Estrutura detalhada do Conteúdo:
a. História da Criação (1.1-2.3)

1. Criação do céu e da terra (1.1-23)

2. Criação dos seres viventes (1.24-2.3)
b. História Humana (2.4-11.32)

1. Criação do homem (2.4-17)

2. Criação da mulher (2.18-25)

3. Queda do homem (3.1-24)

4. Multiplicação da raça humana: Caim e Abel (4.1-7)

5. O primeiro homicídio (4.8-26)

6. A genealogia de Sete (5.1-32)

7. A corrupção do gênero humano (6.1-12)

8. A pena do dilúvio (6.13-8.22)

9. O pacto de Deus com Noé (9.1-29)

10. Os descendentes de Noé (10.1-32)

11. Uma língua universal (11.1-6)

12. A confusão das línguas (11.7-32)
c. História dos Patriarcas: A Escolha de Abraão, Isaque, Jacó e Judá (12.1-23.20)

1. Abraão entra na Terra Prometida (11.27-14.24)

2. Pacto e promessa de um filho (15.1-18.16)

3. A história dos patriarcas (18.17-19.23)

4. Destruição de Sodoma e Gomorra (19.24-38)

5. Sara, Isaque e Ismael (20.1-23.20)
d. Isaque (24.1-26.35)

1. Isaque e Rebeca casam-se (24.1-67)

2. Morte de Abraão e nascimento dos filhos de Isaque (25.1-34)

3. Isaque vai a Gerar; renovação da promessa (26.1-35)
e. Jacó (27.1-36.43)

1. Jacó trapaceia o irmão e obtém a bênção de seu pai (27.1-46)

2. Jacó foge para Arã e Deus renova a promessa em Betei (28.1-22)

3. Os casamentos de Jacó em Arã (29.1-30)

4. Nascimento dos filhos de Jacó (29.31-30.24)

5. Labão faz novo pacto com Jacó (30.25-43)

6. Retorno de Jacó para a Terra Prometida (31.1-34.31)

7. Renovação da promessa em Betei (35.1-29)

8. Os descendentes de Esaú (36.1-43)
f. Judá e José (37.1-50.26)

1. José vendido por seus iimãos e transportado para o Egito (37.1-36)

2. Judá e Tamar (38.1-30)

3. José na casa de Potifar (39.1-23)

4. José na prisão (40.1-23)

5. José interpreta os sonhos do faraó (41.1-37)

6. José como governador do Egito (41.38-57)

7. Os irmãos de José vão ao Egito pela primeira vez (42.1-38)

8. Os irmãos de José retornam ao Egito (43.1-34)

9. A família de José no Egito (44.1-47.31)

10. Jacó abençoa seus filhos (48.1-19.28)

11. Morte de Jacó e José (49.29-50.26).[47]

Estrutura Literária da Perícope

Segundo o phD Siqueira, no seu artigo, ele dá a sequinte estrutura da perícope: Gênesis 6:1-4 no seu contexto amplo,  pertence à primeira parte do livro de Gênesis (capítulos 1-11) a qual trata de temas universais e a questão das origens. Hoje, é amplamente reconhecido que o livro de Gênesis foi organizado e estruturado com base em genealogias. Cada nova seção do livro é introduzida pelo termo "genealogia" ( tôledôt )26, e Gênesis 6:1-4 pertence à segunda genealogia, a genealogia de Adão (5:1-6:8). Na divisão massorética do texto bíblico, nosso texto pertence ao Seder dálet (5:1-6:8), o qual corresponde exatamente à genealogia de Adão.[48]

Declaração introdutória vs. 1
A crise vs. 2
O juízo vs. 3
Conclusão vs. 4

Esta estrutura simples claramente declara que o juízo (vs. 3) segue a crise (vs. 2) e que está intimamente relacionado com ela. A descrição do juízo divino no vs. 3 concerne o grupo envolvido na crise do vs. 2 e o descreve coletivamente como "homem, pois ele é carnal"36. Portanto, vs. 3 parece confirmar a direção apontada pelo contexto literário. A estrutura da passagem indica que o clímax da história pré-diluviana foi atingido na fusão de toda humanidade, das linhagens Setita e Caimita, em uma unidade em estado de rebelião contra Deus.

Além disso, os vss. 2 e 3 ressoam para os vss. 5 e 7, reforçando a identificação dos "filhos de Deus" como seres humanos:

6:2 Os "filhos de Deus" vêem que "as filhas dos homens" eram boas (formosas)
6:5 Deus vê que os pensamentos do homem eram maus
6:3 O Senhor disse, "Meu Espírito não agirá para sempre no homem"
6:7 O Senhor disse, "Eu destruirei o homem"

Os "ecos" existentes entre esses versos sugerem que cada ação está relacionada com a outra. A ação dos "filhos de Deus" está relacionada com os "pensamentos do homem" do vs. 5, indicando assim um paralelismo entre "filhos de Deus" e "homem". Vss. 3 e 7 apontam para a humanidade como um todo. Portanto, as expressões "filhas dos homens" e "filhos de Deus" pertenceriam ao domínio humano.[49]

Significado para os Leitores Primários

Na ideologia oriental não é incomum que o destino de todo o povo esteja ligado ao destino do seu rei a interpretação setita. Essa interpretação identifica os "filhos de Deus" com homens descendentes da linhagem de Sete, ou seja, daqueles que tinham se mantido fiéis a Deus (Gn 5). As "filhas dos homens" seriam mulheres da ímpia linhagem de Caim (Gn 4:17-24). Este modo de interpretar o texto tem sido muito comum no meio cristão desde os tempos patrísticos.[50]

Flávio Josefo, na sua obra História dos Hebreus, escreveu:

"...Não prestavam mais a Deus a honra que lhe era devida nem exerciam mais a justiça para com os homens, mas se entregavam com mais ardor ainda a toda sorte de crimes, enquanto os seus antepassados se haviam dedicado à prática de toda espécie de virtudes. Assim, atraíram sobre si a cólera de Deus, e os grandes da terra, que se haviam casado com as filhas dos descendentes de Caim, produziram uma raça indolente que, pela confiança que depositavam na própria força, se vangloriava de calcar aos pés a justiça e imitava os gigantes de que falam os gregos."[51]

    

Na visão de Josefo, os filhos de Deus, são aqueles que mantiveram a pureza do culto verdadeiro á Deus, contrariamente aqueles que se corromperam da linhagem de Caim.

Aplicação para os cristãos Actualmente

 

O cristão é advertido a não fazer  alianças profanas entre crentes e descrentes pois, a causa  do rápido aumento da impiedade entre os primeiros, foi causada pela alinça feita entre a linhagem piedosa de Sete e a linhagem de Cam, uma alinça que Deus sempre admoestou a seus seguidores para que não se casem com incrédulos, devido ao grande perigo ao que assim se expõe o crente, e ante o qual geralmente sucumbe (Deut. 7: 3, 4; Jos. 23: 12, 13; Esd. 9: 2; Neh. 13: 25; 2 Cor. 6: 14, 15). Os cristãos são convidados a emprestaram especial atenção às admoestações que certamente devem haver recebido. Naquela época, predominava a poligamia, os cristãos, já mais devem aliar-se aos habitos pagãos. Não devemos ser cativos de nossas paixões pois, se assim for, já mais os cristãos ficarão sujeitos ao Espirito Santo.

Por fim, nós precisamos manter o foco no Filho de Deus, por Quem nós nos tornamos os filhos e filhas de Deus também. o cristão deve lembrar-se sempre de que um ato rebelde e antinatural de rebelião contra o mais Alto tem resultados perniciosos e grotescos resultados.

Intertextualização e escatologia da passagem

As ocorrências de bene elohim com referência a homens que têm um relacionamento de aliança com Deus são tão numerosas no AT quanto aquelas que se referem a anjos (cf. Dt 14.1; 32.5; Sl 73.15; Os 1.10 — e, cremos, Gn 6.2 também). As razões por que entendemos que Gênesis 6.2 refere-se a membros da família da aliança, descendentes da linhagem de Sete, são muito fortes. As Escrituras ensinam com clareza que os anjos são espíritos, "espíritos ministradores, enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação" (Hb 1.14). Embora possam de vez em quando aparecer sob forma corpórea semelhante a homens, não têm corpo físico e, por isso, não conseguem manter relações sexuais com mulheres. A especulação rabínica de que Gn 6.2 faz referência a anjos constitui uma curiosa intrusão de superstição pagã sem nenhuma base nas Escrituras. A idéia de seres humanos incomuns dotados de estatura gigantesca (nefilins, v. 4) terem resultado desses casamentos não se baseia em nenhuma evidência de paternidade angelical. Não consta que os filhos de Anaque ou Golias e seus irmãos tivessem ligação com os anjos por causa de sua grande estatura; tampouco há razões para supor que os gigantes antediluvianos tinham ascendência angélica."

Se os gigantes citados em gênesis 6:4 fossem descendentes dessa união de anjos com humanas, teríamos que admitir então que além de Noé e sua família, os gigantes também sobreviveram ao Dilúvio e Deus foi frustrado no seu intento, pois existiam gigantes também depois do dilúvio. A única explicação que nos resta é admitir que os homens de grande estatura depois da grande catástrofe hídrica (que não eram tão altos assim como as pessoas imaginam com 11 metros de altura, mas talvez como Golias com seus 3,10 m de altura) são filhos de seres humanos normais, pois não existe nenhuma evidência de paternidade angelical. ( Nm. 13.33 e 1 Sm.17.4).[52]

            Em lugar algum das Escrituras, nem mesmo em Gênesis 6, é dito que anjos casaram-se com humanas. Na realidade, Marcos 12.25 declara que anjos não se casam. Mais sério ainda é o fato de que, se o problema começou com a iniciativa dos “filhos de Deus” – nessa perspectiva, os anjos -, por que Deus não inundou o céu em vez de trazer julgamento sobre a terra? Como fundamentação adicional para a teoria de anjos, alguns recorrem também a 1Pedro 3.18-20; 2Pedro 2.4 e Judas 6,7. Essas passagens, no entanto, não mencionam casamentos angelicais.[53]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resumo

De acordo o estudo feito neste capitulo, sem dúvidas a pergunta de investigação encontra uma resposta clara de acordo os textos usados após ter-se feito uma comparação entre vários textos que abordam sobre o mesmo assunto em estudo. Os textos bíblicos, mostram claramente que a espressão em estudo, é uma refência a seres humanos e não a anjos conforme muitos comentaristas afirmam. Entre as dois argumentos sobre os ‘~yhil{a/h'(-ynEb em Gênesis 6:2,que se aproxima ao texto bíblico é a sua posição que defende os ‘~yhil{a/h'(-ynEb como seres humanos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capitulo V

 

RESUMO, CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

 

Esta última secção do trabalho inclui um resumo breve dos capítulos prévios, as conclusões e recomendações do estudo, de um modo conciso e metódico, apresentando assim o que foi estudado até agora.

 

Resumo

 

 

A sequinte pesquisa está centrada na interpretação da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙   Gênesis 6:2.

No capitulo 1 apresentou-se os antecedentes e o problema da presente pesquisa que tinha como proposito responder a pergunta sobre o estudo semântico da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2. Vários teológos e comentaristas bíblicos afimam dizendo que esta expressão,בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2, são anjos, para eles, o texto refere-se alguns homens do grupo celeste (anjos ou mensageiros) que realmente tomaram por esposas as mulheres terrestres.

O Segundo grupo é constituído por aqueles que defendem que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis 6:2, alude a descendentes piedosa de Sete. No mesmo capitulo, estabeleceu-se a justificação do estudo, a delimitação e a limitação concluindo com a metodologia usada na presente pesquisa.

 

No capituloII, apresentou-se os dois grandes grupos: aqueles que  defendem que a expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis6:2 é uma refencia a anjos que transformaram-se em homens e casram as filhas da humanidade e em segundo lugar, aqueles que defendem a mesma expressão a seres humanos.

Já o capitulo III apresetou a metodologia usada para se chegar a melhor comprenção. Nesta secção é explicado o método adoptado de execução exegética deste trabalho de pesquisa, permitindo remoção do contexto da passagem e seu significado. O processo exegético é construído com base nas sérias perguntas anteriores: o que é o contexto canónico? O que é o texto original? O que o texto diz? O que significa o texto? Qual o contexto geográfico e histórico-social da passagem? Como é que este primeiro leitor ou ouvinte compreende esta passagem? Que mensagem tem esta passagem para a igreja hoje? se este procedimento for seguido, poderá ser razoavelmente seguro para obter uma interpretação correcta das escrituras.

Por sua vez, o capitulo IV é a exegesse propriamente dita. De acordo o estudo feito neste capitulo, sem dúvidas a pergunta de investigação encontra uma resposta clara de acordo os textos usados após ter-se feito uma comparação entre vários textos que abordam sobre o mesmo assunto em estudo. Os textos bíblicos, mostram claramente que a espressão em estudo, é uma refência a seres humanos e não a anjos conforme muitos comentaristas afirmam. Entre as dois argumentos sobre os ‘~yhil{a/h'(-ynEb em Gênesis 6:2,que se aproxima ao texto bíblico é a sua posição que defende os ‘~yhil{a/h'(-ynEb como seres humanos.

 

 

 

 

 

 

Conclusão

 

De acordo com os resultados da pesquisa, conclui-se que o termo  ‘~yhil{a/h'(-ynEb em Gênesis 6:2 é uma refência a seres humanos. Na divisão massorética do texto bíblico, nosso texto pertence ao Seder dálet (5:1-6:8), o qual corresponde exatamente à genealogia de Adão.[54]

A estrutura da passagem indica que o clímax da história pré-diluviana foi atingido na fusão de toda humanidade, das linhagens Setita e Caimita, em uma unidade em estado de rebelião contra Deus.[55]

As ocorrências de bene elohim com referência a homens que têm um relacionamento de aliança com Deus são tão numerosas no AT quanto aquelas que se referem a anjos (cf. Dt 14.1; 32.5; Sl 73.15; Os 1.10 — e, cremos, Gn 6.2 também). As razões por que entendemos que Gênesis 6.2 refere-se a membros da família da aliança, descendentes da linhagem de Sete, são muito fortes. As Escrituras ensinam com clareza que os anjos são espíritos, "espíritos ministradores, enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação" (Hb 1.14).

Não há ecatombe por parte do pesquisador de que a expressão em estudo seja uma alusão a descendência piedosa de Sete. O presente estudo não pretende ser conclusivo, mas em vista as evidências que foram apresentadas essa hipótese parece ser a mais plausível.

 

Recomendações

Observando os resultados da presente pesquisa, recomenda-se que: Sempre que se estiver a estudar a Bíblia deve-se fazer uso de ferramentas Bíblicas, para poder entender o contexto do assunto.

O povo Santo de Deus deve ser fiel aos princpios bíblicos e já mais deve outrepassar os limetes estabelecidos por Deus.

O tema em estudo não está limitado com essa pesquisa, mais sim aberto para novos conhecimentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências bibliográficas

 

Gênesis 6:2-"Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram". (Tradução Nova Bíblia hábil copyright©2003).

 

Comentário Bíblico de Moody, traduzido por: Wycliffy Bible commentary, publicado por Moody Press, (edição com copyrighty de 1962 génesis 6:2), 29.

Russell Norman Champlin Editora Hagnos Rua Belarmino Cardoso de Andrade, 108 Cidade Dutra – (São Paulo, SP CEP04809-270) Gênesis 6:2, 58

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Flávio Josefo, História dos Hebreus Traduzido por: Vicente Pedroso (Casa Publicadora das Assembléias de Deus Caixa Postal 331 20001-970, Rio de Janeiro, RJ, Brasil 8ª edição: 2004), 23.

 

Os Adventistas do Sétimo dia aceitam Ellen G. White como uma profetiza e os seus escritos como inspirado por Deus.

 

O livro de Enoque, Capitulo 7:2, 2

 

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Simone Quaresma é casada há 25 anos com o Rev. Orebe Quaresma, pastor da Igreja Presbiteriana de Ponta da Areia em Niterói, Rio de Janeiro. Professora de educação infantil, deixou a profissão para ser mãe em tempo integral de 4 preciosidades: Lucas (23 anos), Israel (22 anos), Davi (19 anos) e Júlia (17 anos). Ela trabalha com aconselhamento e estudos bíblicos com as mulheres da Congregação. “O Casamento em Jugo Desigual” (quarta-feira, 15 abril, 2015), 2

 

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Reinaldo W. Siqueira, Ph.D. Professor de Antigo Testamento do curso de Teologia do Unasp Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho; Kerygma - Revista Eletrônica de Teologia Curso de Teologia do Unasp (2º. Semestre de 2005), 7.

 

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Russell Norman Champlin Editora Hagnos Rua Belarmino Cardoso de Andrade, Cidade Dutra – (São Paulo, SP CEP04809-270 genesis 6:2),58.pdf

 

 

Comentário bíblico Adventista do Sétimo dia, Sobre O Primeiro Livro de Moisés Chamado Genesis (traduzido do Espanhol para o Português),3.

Ibid.,3

Biblia Hub-Gênesis 6:2.

 

Ver Wenham, 116.

Ibid

 

Russell Norman Champlin Editora Hagnos Rua Belarmino Cardoso de Andrade, Cidade Dutra – (São Paulo, SP CEP04809-270),26.pdf

Reinaldo W. Siqueira, Ph.D. Professor de Antigo Testamento do curso de Teologia do Unasp Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho; Kerygma - Revista Eletrônica de Teologia Curso de Teologia do Unasp (2º. Semestre de 2005),4.

Wenham, G. J. Genesis 1-15. Word Biblical Commentary, vol. 1. Waco,TX: Word Books, 1987.

Reinaldo W. Siqueira, Ph.D. Professor de Antigo Testamento do curso de Teologia do Unasp Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho, "artigos os "filhos de deus" em gênesis 6:1-4" pdf, 3.

Flávio Josefo, História dos Hebreus Traduzido por: Vicente Pedroso Casa Publicadora das Assembleias de Deus Caixa Postal 331 20001-970, Rio de Janeiro, RJ, Flávio Josefo, escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C. Seu pai era sacerdote, (8ª edição 2004 Brasil),23.

 

Prof. Saulo Nogueira, a expressão "filhos de Deus" em Gênesis 6.2 refere-se a anjos? Quarta-Feira, 2 De Julho De 2014,4.

[1]Guilherme Reiss  Bacharel em música pela Faculdade de Artes Alcântara Machado, com graduação em Marketing pela UNIP e com estudos em Marketing Digital pela FGV. É Supervisor de Marketing do Ministério Fiel e fundador do canal do youtube 9Nerds. Guilherme Reiss é casado com Jaqueline Reiss.9 Abril, 2014. Quem são os filhos de Deus e as filhas dos homens em Gênesis 6?,1.

 

Reinaldo W. Siqueira, Ph.D. Professor de Antigo Testamento do curso de Teologia do Unasp Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho; Kerygma - Revista Eletrônica de Teologia Curso de Teologia do Unasp (2º. Semestre de 2005),4.

Ver Capitulo IV, 12.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



[1] Gênesis 6:2-"Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram". (Tradução Nova Bíblia hábil copyright©2003).

[2] Comentário Bíblico de Moody, traduzido por: Wycliffy Bible commentary, publicado por Moody Press, (edição com copyrighty de 1962 génesis 6:2), 29.

[3] Russell Norman Champlin Editora Hagnos Rua Belarmino Cardoso de Andrade, 108 Cidade Dutra – (São Paulo, SP CEP04809-270) Gênesis 6:2, 58

[4] Gleason L. Archer; Enciclopedia de Dificuldades Bíblicas (editora Vida), 85.

[5] Flávio Josefo, História dos Hebreus Traduzido por: Vicente Pedroso (Casa Publicadora das Assembléias de Deus Caixa Postal 331 20001-970, Rio de Janeiro, RJ, Brasil 8ª edição: 2004), 23.

[6] Os Adventistas do Sétimo dia aceitam Ellen G. White como uma profetiza e os seus escritos como inspirado por Deus.

[7] O livro de Enoque, Capitulo 7:2, 2

[8] Comentário Bíblico de Moody, traduzido por: Wycliffy Bible commentary, publicado por Moody Press, (edição com copyrighty de 1962 génesis 6:2), 29.

 

[9] Russell Norman Champlin Editora Hagnos Rua Belarmino Cardoso de Andrade, Cidade Dutra – (São Paulo, SP CEP04809-270 genesis 6:2),58.

 

[10] LIVINGSTON, G.H. Sons of God. In: (TENNEY, Merrill C. [Ed.]. The Zondervan Encyclopedia of the Bible. [Vol.5]. Grand Rapids: Zondervan, 2010), 493-494.

[11] Comentário bíblico de Beacon, Edição brasileira publicada sob acordo com a Nazarene Publishing House, (Tradução deste volume: Luís Aron de Macedo Genesis 6:2), 45.

 

[12] Clyde T. Francisco Seminário teológico Batista do Sul do Brasil, Comentário Bíblico Editora Broadman: Velho Testamento. Editor geral: Clifton J. Alien. Tradução de Adiei Almeida de Oliveira. Rio de Janeiro, (Junta de Educação Religiosa e Publicações, 1987. Vol. 1 génesis 6:2), 196.

 

[13] Novo comentário Bíblico, encontrado na biblioteca teológica virtual 3, editado pela Intervarsity Press (Leicester Inglaterra Génesis 6:2), 26.

[14] Lucas Banzoli, exegese de textos difíceis da bíblia, 37.

 

[15] Bíblia de Estudo MacArthur, “Comentário da nota de Gênesis”, (Tradução de João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada, 2ª Ed., © 1993 Sociedade Bíblica do Brasil).

[16] Tradução do Novo Mundo Defendida! (Quem são os “Filhos de Deus” mencionados em Gênesis 6:2?)  (Queruvim Queruvim 3 anos atrás), 8.

 

[17] Jimmy SWAGGRT, Bíblia de estudo do expositor (2011) publicada por MINISTÉRIO de Jimmy SWAGGART, BATON ROUGE, LA,EUA (Comentário de Gênesis 6:2),13.

 

[18] Professor. Saulo Nogueira, Logos Apologética Uma abordagem contemporânea (Quarta-Feira, 2 de Julho de 2014) A expressão "filhos de Deus" em Gênesis 6.2 refere-se a anjos?

 

[19] Ron Crisp, Pastor; Um Guia de Estudo do Livro de Gênesis (publicados pela: Primeira Igreja Batista 11659 Madison Pike Independence, Kentucky 41051 EUA 2002), 31.

 

[20] JW.ORG® / SITE OFICIAL DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

https://www.jw.org/pt/ensinos-biblicos/perguntas/nefilins-gigantes/

 

[21]Comentário bíblico de Jamieson, Fausset e Brown; Tradução: Carlos Biagini Génesis 6:2,23.

 

[22] Duncan Heaster, o diabo real uma exploração bíblica, 8.

 

[23] Flávio Josefo, História dos Hebreus Traduzido por: Vicente Pedroso Casa Publicadora das Assembleias de Deus Caixa Postal 331 20001-970, Rio de Janeiro, RJ, Flávio Josefo, escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C. Seu pai era sacerdote, (8ª edição 2004 Brasil),23.

 

[24] Comentário bíblico Adventista do Sétimo dia, Sobre O Primeiro Livro de Moisés Chamado Genesis (traduzido do Espanhol para o Português),71.

 

[25] Gleason L. Archer; Enciclopedia de Dificuldades Bíblicas (editora Vida), 85-6.

[26] Simone Quaresma é casada há 25 anos com o Rev. Orebe Quaresma, pastor da Igreja Presbiteriana de Ponta da Areia em Niterói, Rio de Janeiro. Professora de educação infantil, deixou a profissão para ser mãe em tempo integral de 4 preciosidades: Lucas (23 anos), Israel (22 anos), Davi (19 anos) e Júlia (17 anos). Ela trabalha com aconselhamento e estudos bíblicos com as mulheres da Congregação. “O Casamento em Jugo Desigual” (quarta-feira, 15 abril, 2015), 2

[27] Pr. Christopher Byron Harbin, Homilética Teológica das Narrativas, (Seminário Teológico Batista do Rio Grande do Sul, Porto Alegre edição impressa: janeiro 2006, RS. 15 de março de 2002), 81.

 

[28] Reinaldo W. Siqueira, Ph.D. Professor de Antigo Testamento do curso de Teologia do Unasp Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho; Kerygma - Revista Eletrônica de Teologia Curso de Teologia do Unasp (2º. Semestre de 2005), 7.

[29] Bible Works 7, bible dictionares

[30] Donn W. Leatherman,Professor de AT da Southern Adventist University, interpretando as escrituras, traduzido por: José Barbosa da Silva, (Casa Publicadora Brasileira, Tatuí SP), 121-2.

 

[31]Raoul Dederem, ex-Professor emérito de Teologia Sistemática na Andrews
University
e editor da série Logos - Tratado de teologia: Adventista do Sétimo Dia [editor Raoul Dederen; tradução José Barbosa da Silva]. — (Tatuí, SP : Casa Publícadora Brasileira, 2011), 213.

[32] Ellen G. White, Patriarcas e profetas 1890 (edição 16ª em Português), 81.

[33] Claudionor Corrêa de Andrade, Dicionário teológico: Con un suplemento biográfico de los grandes teólogos y pensadores (Miami: Patmos, 2002), 153.

[34] Nancy Weber de Vyhmeister, Manual de Investigación Teológica (Miami: Editorial Vida, 2009), 23-36.

[35] Bible work 7-BHS [or WTT] - Biblia Hebraica Stuttgartensia (Hebrew Bible, Masoretic Text or Hebrew Old Testament), edited by K. Elliger and W. Rudolph of the Deutsche Bibelgesellschaft, Stuttgart, Fourth Corrected Edition.

[36] O novo comentário da Biblia Editado pelo Prof. F. Davidson, MA, DD, www.ebooksgospel.com.br, 132

[37] W. L. Alexander, “Deuteronomy”, The Pulpit Commentary, editado por H. D. M. Spence e Joseph S. Exell (Londres: Funk & Wagnalls, 1907), 18.

[38] Daniel Conegero, Estudo Sobre o Livro de Gênesis, 2.

 

 

 

[39] Russell Norman Champlin Editora Hagnos Rua Belarmino Cardoso de Andrade, Cidade Dutra – (São Paulo, SP CEP04809-270 genesis 6:2),58.pdf

[40] Comentário bíblico Adventista do Sétimo dia, Sobre O Primeiro Livro de Moisés Chamado Genesis (traduzido do Espanhol para o Português),3.

[41] Ibid.,3

 

[42] Page H. Kolley Uma gramática introdutória da língua hebraica 7ª Edição,96, diz que quando uma particula é afixada ao verbo, geralmente tem a função de objeto direito do respetivo verbo.

[43] Ibid 85 A função do construto, é de expressar uma relação de "de".

[44] Biblia Hub-Gênesis 6:2.

[45] Ver Wenham, 116.

[46] Ibid

[47] Russell Norman Champlin Editora Hagnos Rua Belarmino Cardoso de Andrade, Cidade Dutra – (São Paulo, SP CEP04809-270),26.pdf

[48] Reinaldo W. Siqueira, Ph.D. Professor de Antigo Testamento do curso de Teologia do Unasp Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho; Kerygma - Revista Eletrônica de Teologia Curso de Teologia do Unasp (2º. Semestre de 2005),4.

[49] Wenham, G. J. Genesis 1-15. Word Biblical Commentary, vol. 1. Waco,TX: Word Books, 1987.

[50] Reinaldo W. Siqueira, Ph.D. Professor de Antigo Testamento do curso de Teologia do Unasp Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho, "artigos os "filhos de deus" em gênesis 6:1-4" pdf, 3.

[51] Flávio Josefo, História dos Hebreus Traduzido por: Vicente Pedroso Casa Publicadora das Assembleias de Deus Caixa Postal 331 20001-970, Rio de Janeiro, RJ, Flávio Josefo, escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C. Seu pai era sacerdote, (8ª edição 2004 Brasil),23.

 

[52] Prof. Saulo Nogueira, a expressão "filhos de Deus" em Gênesis 6.2 refere-se a anjos? Quarta-Feira, 2 De Julho De 2014,4.

[53]Guilherme Reiss  Bacharel em música pela Faculdade de Artes Alcântara Machado, com graduação em Marketing pela UNIP e com estudos em Marketing Digital pela FGV. É Supervisor de Marketing do Ministério Fiel e fundador do canal do youtube 9Nerds. Guilherme Reiss é casado com Jaqueline Reiss.9 Abril, 2014. Quem são os filhos de Deus e as filhas dos homens em Gênesis 6?,1.

 

[54] Reinaldo W. Siqueira, Ph.D. Professor de Antigo Testamento do curso de Teologia do Unasp Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho; Kerygma - Revista Eletrônica de Teologia Curso de Teologia do Unasp (2º. Semestre de 2005),4.

[55] Ver Capitulo IV, 12.

























 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RESUMO

 

 

 

Tese

Apresentada como Requisito para Obter

O Título de Licenciatura em Teologia

 

 

 

 

 

Por:

 

Paulino Avelino Chimuco

 

 

 

Assessor: António Bambi, Dr.

RESUMO DE TESE DE GRAU DE LICENCIATURA

Monografia

 

 

FACULDADE ADVENTISTA DE TEOLOGIA DE ANGOLA

 

RECINTO UNIVERSIDADE DE MONTEMORELOS

 

 

Título:  UM ESTUDO SEMÁNTICO DA EXPRESSÃO בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ (OS FILHOS DE DEUS) EM GÊNESIS 6:2

 

 

Nome do Investigador:  Paulino Avelino Chimuco

Nome e Título do Conselheiro: António Bambi, Dr.

Data de Término: Agosto de 2020

Problema

 Tendo em vista a controvérsia existente entre os estudiosos da Bíblia, a respeito da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ a presente pesquisa irá responder a seguinte pergunta de investigação: Qual é o significado da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ em Gênesis 6:2?

 

Metodologia

A presente pesquisa é de natureza semântica, vai cingir-se na análise literária e gramatical dos בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים em Gênesis 6:2. Nesta pesquisa, usar-se-á o método semântico com pressupostos do método histórico gramatical, a fim de fazer uma análise. Com fim a conhecer o verdadeiro significado da expressão בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים.

Conclusões

 De acordo com os resultados da pesquisa, conclui-se que o termo ‘~yhil{a/h'(-ynEb em Gênesis 6:2 é uma refência a seres humanos. Na divisão massorética do texto bíblico, nosso texto pertence ao Seder dálet (5:1-6:8), o qual corresponde exatamente à genealogia de Adão.[1]

A estrutura da passagem indica que o clímax da história pré-diluviana foi atingido na fusão de toda humanidade, das linhagens Setita e Caimita, em uma unidade em estado de rebelião contra Deus.[2]

As ocorrências de bene elohim com referência a homens que têm um relacionamento de aliança com Deus são tão numerosas no AT quanto aquelas que se referem a anjos (cf. Dt 14.1; 32.5; Sl 73.15; Os 1.10 — e, cremos, Gn 6.2 também). As razões por que entendemos que Gênesis 6.2 refere-se a membros da família da aliança, descendentes da linhagem de Sete, são muito fortes. As Escrituras ensinam com clareza que os anjos são espíritos, "espíritos ministradores, enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação" (Hb 1.14).

Não há ecatombe por parte do pesquisador de que a expressão em estudo seja uma alusão a descendência piedosa de Sete. O presente estudo não pretende ser conclusivo, mas em vista as evidências que foram apresentadas, essa hipótese parece ser a mais plausível.

 

 

 

UNIVERSIDADE DE MONTEMORELOS

 

Faculdade de Teologia

 

 

 

 

 

 

 UM ESTUDO SEMÁNTICO DA EXPRESSÃO בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים֙ (OS FILHOS DE DEUS)

EM GÊNESIS 6:2

 

 

 

 

 

 

 

 

Tese

Apresentada como Requisito para Obter

o Título de Licenciatura em Teologia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por

 Paulino Avelino Chimuco

Huambo, Agosto 2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Copyright © 2020 Paulino Avelino Chimuco

Todos os Direitos Reservados

 

 

 

 

 

 

DEDICATÓRIA

            Este trabalho de fim do curso, é dedicado a minha mãe e aos meus irmãos Pedro Lopes Longuia, José Avelino Calenga, Leonardo Candumbo Lopes Longuia, Ermelinda Florença Pedro Longuia, Marta Mbulica Lopes Longuia, Avelina Jamba Lopes Longuia, a Isabel Tchocombaca Lopes Longuia sem esquecer o Mano Manuel Tchivinga e Herculano Longuia, Genereal Mt que sempre estiveram disponíveis e preocupados a apoiar – me de forma moral, espiritual e financeiramente no que diz respeito a conclusão deste curso.  A minha tia Generosa Talavenda, e suas filhas (Cati, Donalda, Vanuza) pela motivação, apoio financeiro pelo carinho e afeto que tem por mim. Ao meu tio Manuel Sassonga Lopes ‘’ Tio M’’ que sempre desejou o meu sucesso e por me hospedar em sua casa para concluir o meu trabalho, ao tio Augusto Sange Lopes pela ajuda moral e finaceira, aos meus professores do I Ciclo, Benoriel Cassoma Pintal, Mário Alberto, pelo apoio.

            Dedico acima de tudo a Deus que por Sua maravilhosa graça deu – me vida e saúde, vigor durante o tempo todo da formação. Para me manter e estabilizar-me durante o tempo da minha estadia aqui em uma província nova e em uma formação mui dificil. Adoenci apenas uma vez apesar de ser terrivel, mas aleleuia por que passou.

 

 

AGRADECIMENTO

Agradeço a Deus por ser meu criador e provedor de todas as bênçãos, foi Ele quem providenciou pessoas boas para a minha existência e sobrevivência na FATA. O desenlace desta pesquisa para a obtenção de grau de Licenciatura, é a realização de um sonho, de um projeto de vida que só foi possível graças à colaboração direita ou indireta de muitas pessoas: a minha querida e amada mãe Cristina Ngueve Lopes, que torce sempre por mim, e têm sempre me apoiado de forma imensurável, a minha avó, Clementina Vondila, aos meus irmãos: Max por trabalhar para mim também, Pscó, MT pelo envio das propinas, suportando a fila do banco, Leonel, Meury, Marta, Vanuza, Isa, Bela por passarem fome algumas vezes só para pagarem a minha propina. Por desejarem meu sucesso. A minha querida tia, Geny, pela sua força e coragem, pela visita à FATA pelas boas dicas sobre a minha vida amorosa que sempre deseja que eu encontre alguém que me ajude no Santo Ministério o meu muito obrigado minha tia, estás sempre no meu coração. A mãe Roza, Helena, Luzia, pelo apoio financeiro e não só. As minhas primas: Donalda, Vanuza, Caty pelo apoio moral financeiro e por desejarem o meu sucesso, ... E aos familiares e amigos que se preocuparam e oraram por mim.

Agradeço aos meus tios: Augusto e Manel, muito obrigado meus tios pelo apoio dado a mim, aos meus Primos: Cesár Bastos Pinto pela compra dos livros, ajudaste mesmo sem talvez perceber, pelo apoio financeiro, e não só. Deus te pague por seres tão bom assim. Martins Kakumba Bastos Pinto, pelos mesmo atos. De forma geral, agradeço a família Serpa Pinto.

Aos meus professores: Mário, pelo dinheiro que me deu para tratar os meus documentos na época da preparação a FATA e Benó pelo saldo, estima, apoio moral e pela força de não desistir independentemente de qualquer situação, obrigado pelo documento de inscrição trago a mim no Waba, foi uma benção tê-lo como professor, espero que continues sendo uma benção a onde quer que vá. Para sempre, serás meu professor. 

A minha turma do quarto ano (sexta e sétima geração) que sempre estiveram comigo, “a grande familia”,  que sofremos juntos (os bodes exppiatórios), Pablo, Filipe, White, Mauro, Soba Caxito, Ti Josi, Monte, Mandavela, Bi, Edu agradeço por me confortarem durante o exilio.

Ao meu Tutor António Bambi, pelo dinamismo as correções feitas a tempo. A todos os meus colegas que acreditaram em mim, A todos vocês o meu muito obrigado.


 

Índice

 

Capítulo I. 1

INTRODUÇÃO.. 1

Antecedentes. 1

Declaração do problema. 3

Proposito de estudo. 3

Objectivo. 4

Justificação do estudo. 4

Importância. 4

Delimitação. 4

Viabilidade da investigação. 5

Limitação. 5

Marco filosófico. 5

Marco metodológico. 5

Capitulo II. 7

Revisão de literatura. 7

בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים como uma alusão a anjos. 7

בְנֵי־הָֽאֱלֹהִים como uma alusão aos descendentes de Sete. 14

Filhos de Deus no pentateuco. 18

Filhos de Deus nos livros poeticos. 19

Filhos de Deus nos livros dos profetas maiores e menores. 19

Filhos de Deus nos evangelhos. 20

Filhos de Deus nas cartas Paulinas. 22

Filhos de Deus nas cartas Joaninas. 23

Resumo. 24

CAPITULO III. 25

Marco Metodológico. 25

Definição de exegese. 25

Passos no processo exegético. 25

Pergunta 2: Qual é o texto original?. 26

Pergunta 3: O que o texto diz?. 26

Pergunta 4: O que o texto significa?. 26

Pergunta 5: Qual foi o contexto geográfico e histórico?. 26

Pergunta 6: Seu significado para os receptores originais?. 27

Pergunta 7: Sua mensagem para a igreja hoje?. 27

Resumo. 27

CAPITULO IV.. 28

Exegese de gênesis 6:2. 28

Texto original 28

Tradução do texto. 28

Razões para escolher o texto. 28

Autoria. 28

Data e Lugar 30

Audiência. 30

Género Literário. 31

Contexto Histórico. 33

Contexto Cultural 33

Análise morfológica da expressão: ְנֵי־הָֽאֱלֹהִים. 33

Estrutura Literária do Livro. 35

Estrutura Literária da Perícope. 38

Significado para os Leitores Primários. 39

Aplicação para os cristãos Actualmente. 40

Intertextualização e escatologia da passagem.. 41

Resumo. 42

Capitulo V.. 44

RESUMO, CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES. 44

Resumo. 44

Conclusão. 45

Recomendações. 46

 

 

 



[1] Reinaldo W. Siqueira, Ph.D. Professor de Antigo Testamento do curso de Teologia do Unasp Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho; Kerygma - Revista Eletrônica de Teologia Curso de Teologia do Unasp (2º. Semestre de 2005),4.

[2] Ver Capitulo IV, 12.


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